Sociedade dos poetas mortos
(Dead Poets Society, 1989) • Direção: Peter Weir• Roteiro: Tom Schulman• Gênero: Drama• Origem: Estados Unidos• Duração: 128 minutos
• Tipo: Longa-metragem


Sinopse e detalhes

 
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Resumo: Em 1959, John Keating volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser o novo professor de Inglês. No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudantes, empolgados, ressuscitam a Sociedade dos Poetas Mortos, fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade. A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

Enviado por: Natanny Tuanny Piazza
Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Sociedade dos poetas mortos

(Dead Poets Society, 1989) • Direção: Peter Weir
• Roteiro: Tom Schulman
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 128 minutos

• Tipo: Longa-metragem

Sinopse e detalhes

Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Resumo: Em 1959, John Keating volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser o novo professor de Inglês. No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudantes, empolgados, ressuscitam a Sociedade dos Poetas Mortos, fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade. A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

Enviado por: Natanny Tuanny Piazza

Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade


Tags: Filme

Ana Maria Eyng (PUCPR): trabalho com projetos traz diversos benefícios

A pedagoga Ana Maria Eyng é professora titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e pesquisadora no programa de pós-graduação em educação da mesma instituição.

Com doutorado em Inovação e Sistema Educativo pela Universidad Autonoma de Barcelona, na Espanha, Ana Maria atua, principalmente, com os seguintes temas: projetos pedagógicos institucional e de curso, formação de professores, políticas educacionais, e gestão educacional.

Em entrevista ao Jornal do Professor, Ana Maria diz que são diversos os benefícios proporcionados pelo desenvolvimento de projetos. Cita, entre eles, a abordagem interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem e a ação colegiada no processo pedagógico, além do potencial mobilizador, que gera motivação, desafio, gratificação e maior fundamentação na formação teórica e prática de alunos e professores.

Jornal do Professor – Quais os principais benefícios que o desenvolvimento de projetos na sala de aula pode trazer para a escola, professores e alunos?

Ana Maria Eyng - É importante assinalar, inicialmente, que as demandas educativas atuais estabelecem desafios novos para a escola, professores e alunos. Essas demandas exigem que sejam ampliados os entendimentos, os tempos e os espaços da sala de aula.

O trabalho com projetos que tem como foco a aprendizagem amplia o entendimento, o tempo e o espaço da sala de aula. Tanto a reflexão teórica quanto as experiências de aplicação demonstram que os benefícios proporcionados pelo desenvolvimento de projetos são diversos. Num trabalho de formação continuada de professores de uma rede municipal de ensino do Estado do Paraná, que tive o privilégio de assessorar e no qual pudemos estudar, planejar, aplicar e avaliar o trabalho com projetos, ao final sistematizamos os benefícios possibilitados.

Assim, podemos listar como benefícios do trabalho com projetos que abrangem a escola, os professores e os alunos:

1. a avaliação do projeto da escola;

2. a formação continuada dos profissionais da escola;

3. a aprendizagem continuada do professor no movimento ação-reflexão-ação extensivo a toda a organização escolar;

4. a ação colegiada no processo pedagógico;

5. a prática pedagógica reflexiva;

6. a superação das dificuldades de aprendizagem (de alunos, professores e da escola), manifestadas por intermédio da rotina, insegurança ou medo;

7. a quebra de paradigmas superando modelos mentais arraigados;

8. a apresentação de potencial mobilizador, gerando motivação, desafio, gratificação e maior fundamentação na formação teórico-prática de alunos e professores;

9. a abordagem interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem;

10. a melhora da aprendizagem no processo pedagógico;

11. a ampliação do espaço e do tempo da aprendizagem.

Gostaria de destacar que esses benefícios, em conjunto, poderão efetivar a educação básica de qualidade para todos.

JP - Em sua opinião, o desempenho dos alunos apresenta melhora com a implantação de projetos? De que forma?

AME – A melhora é sem dúvida bastante significativa, o que se pode constatar pelos avanços relatados na resposta anterior. Além disso, gostaria de acrescentar que os problemas de comportamento (tais como competição, indisciplina, indiferença, acomodação, briga, desrespeito, conflito) e as dificuldades na aprendizagem (tais como atenção, aprender a pensar, audição, dicção, interpretação, concentração, coordenação motora, expressão corporal, leitura e escrita, matemática – situações-problema, tabuada, divisão, associar o número à quantidade, etc.), relacionados pelos professores no início da capacitação, já referida, foram atenuados e/ou superados.

Isso ocorre quando se dá ao aluno a oportunidade de refletir e pesquisar, vinculando as suas referências, sua bagagem de conhecimento ao conhecimento científico, já sistematizado, relacionando-os com a realidade. Dando-lhe, ainda, a oportunidade de experimentar, investigar, trocar ideias. Assim, o aluno estará pesquisando e construindo um conhecimento significativo que lhe permite compreender e significar o cotidiano e os diversos contextos locais e globais.

No trabalho com projetos, os diferentes estilos de aprendizagem, considerando as características, os talentos e as qualidades dos aprendizes, podem ser mobilizados com o intuito de superar as dificuldades que impedem a aprendizagem. Outra estratégia importante é valorizar as atividades preferidas pelo grupo, pois elas têm grande poder mobilizador.

A proposta permite o desenvolvimento da criatividade, da inovação, da quebra das rotinas, da utilização de materiais diversificados. Na contextualização do projeto, a maior riqueza da proposta está na utilização da realidade como fonte de pesquisa, pois essa se constitui, sem dúvida, numa fonte disponível, barata e inesgotável de informações.

JP – Como este tipo de metodologia pode ser utilizado em sala de aula?

AME – A metodologia se pauta na pesquisa, vinculada ao projeto pedagógico da escola, que seja fruto de reflexão coletiva e continuada, e que de preferência se paute numa concepção de currículo integrado.

A participação irá se dar por meio de planejamento, aplicação e avaliação participativa de projetos de pesquisa interdisciplinar. Essa participação, a que me refiro, dá-se em dois níveis:

1. a participação efetiva do professor na elaboração do projeto da escola – a partir do qual irá desenvolver os projetos em sala de aula; 2. a participação dos alunos no planejamento, aplicação e avaliação do projeto de aprendizagem.

O currículo integrado, nessa proposta, poderá contribuir na superação da dicotomia e da fragmentação formativa, pois enfatiza a produção do conhecimento interdisciplinar, contextualizado e inovador. O currículo integrado seria aquele capaz de promover a inter-relação teórico-prática no processo formativo e, ainda mais, permitir às disciplinas interatuarem como unidades integradas e contextualizadas. Esta modalidade enfatiza a problematização na construção do conhecimento.

JP – Quais os aspectos desta metodologia que devem ser observados e levados em consideração na hora de elaborar um projeto como os que participam do Prêmio Professores do Brasil?

AME - A inovação pedagógica poderá se processar mediante organização de projetos integrados de aprendizagem – PIA –, orientados nos princípios da interdisciplinaridade, da problematização e da pesquisa contextualizada, objetivando a construção individual e coletiva do conhecimento significativo e a construção do currículo mediante planejamento e gestão participativa do projeto pedagógico da escola.

Na elaboração de um projeto, devem ser observados como princípios básicos a pesquisa, a interdisciplinaridade e a participação, habilidades já referidas na resposta anterior. No encaminhamento metodológico, sugiro a consideração de quatro etapas inter-relacionadas e complementares.

A) Mobilização para o conhecimento: na mobilização, definido coletivamente o tema da aprendizagem, cabe ao professor provocar, nos aprendizes, a curiosidade, a motivação para aprender, enfim, mobilizá-los para que o processo de aprendizagem se inicie. Sugestão de procedimentos: observação e análise de filmes, fotografias, músicas, poemas, pequenos textos, gravuras e gráficos, além de perguntas e relato de fatos do cotidiano.

B) Pesquisa do conhecimento sistematizado: no segundo momento, na pesquisa do conhecimento sistematizado, objetiva-se o levantamento dos conceitos básicos e iniciais já sistematizados disponíveis a respeito do tema, compreendendo o conhecimento sobre a realidade. Esses conceitos iniciais são de extrema relevância para a operacionalização da fase seguinte, que objetiva interrogar a realidade, questionando o conhecimento já sistematizado. Sugestão de procedimentos: coleta de informações sistematizadas sobre o tema consultando livros, revistas, jornais e meios eletrônicos.

C) Pesquisa de campo: no terceiro momento, processa-se a pesquisa de campo, quando o aprendiz irá aprender com, na e da realidade. Os sujeitos interrogam a realidade, inseridos, envolvidos nela. Sugestão de procedimentos: coleta de informações na vida real, utilizando observação, entrevistas, aplicação de questionários.

D) Atividades de aplicação, aprofundamento e sistematização do conhecimento: é no quarto momento que o conhecimento é sistematizado e reintegrado à prática, mediante atividades de aplicação, aprofundamento e sistematização do conhecimento produzido. Aqui se abrem novos questionamentos que poderão desencadear um novo processo. Sugestão de procedimentos: produção de textos individuais e coletivos, debates, elaboração de relatórios, organização de campanhas de conscientização da comunidade, palestras, confecção de maquetes, painéis, criação de poesias, músicas, peças teatrais, gráficos e tabelas.

Essa sugestão de encaminhamento metodológico foi inspirada nos estudos de Freire (1980), Vasconcelos (1995) e publicada em EYNG, Ana Maria. Planejamento e gestão da construção do conhecimento no cotidiano escolar: plures-humanidades. Revista da coordenadoria de pesquisa e pós-graduação, Ribeirão Preto: 3, 1, p. 14-34, jan./out., 2002.

JP – Os projetos podem ajudar no crescimento pessoal e profissional dos professores?

AME - O trabalho com projetos suscita um processo inovador que requer a mudança de cultura, dos gestores, dos professores, dos pais, dos alunos, das instituições e dos sistemas escolares. Enfrentar esse desafio, que pode ser deflagrado por um novo olhar à prática pedagógica, poderá efetivar-se na construção de uma nova profissionalidade docente e de um novo papel da escola como gestora, e ao mesmo tempo como espaço privilegiado no processo, tanto da formação inicial, quanto na formação continuada do conjunto de seus protagonistas.

Acredito que o trabalho com projetos de aprendizagem podem ser inspiradores na busca por ressignificar o sentido da educação e o sentido da vida humana. Esse movimento tem um enorme potencial e há que ser continuado, como afirmou um aluno (de primeira série) no final do tempo destinado ao projeto. Quando a professora explicou para a sua turma que naquele momento iriam fazer a avaliação do projeto que havia acabado, um menino se manifesta, dizendo: “Professora, o projeto não acabou, ele está na nossa vida todo o dia!”

fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/noticias.html?idEdicao=34&idCategoria=8

Enviado por: Natanny Tuanny Piazza

Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Tags: entrevista

Entrevista com o educador Hamilton Werneck

Talita Moreto

Jornal da Manhã

Para ampliar as políticas públicas da área de cultura nas escolas brasileiras foi assinado, no dia 08 de dezembro de 2011, pelos ministros Ana de Hollanda e Fernando Haddad, o Acordo de Cooperação Técnica Interministerial. O documento prevê a implementação de ações dos Programas Mais Cultura e Livro Aberto nas escolas públicas e contará com um orçamento de aproximadamente R$ 80 milhões. Projetos como os Pontos de Cultura, Pontos de Memória (Museus), Bibliotecas, Agentes de Leitura, Cine Mais Cultura e espaços culturais vão compor o leque de ações previstas dentro do acordo a serem implementados a partir deste ano. Diante disso, fiz uma entrevista Hamilton Werneck, que possui vasta experiência de magistério nas classes rurais, em escolas municipais e estaduais, e ensino superior. Ela foi publicada hoje na páginaJM na Educação (Jornal da Manhã). Confiram abaixo:

Talita Moretto: Podemos acreditar que esta é uma movimentação sincera para que a educação seja levada com mais seriedade no país?

Hamilton Werneck: Não me deixo contaminar por ideias que venham tentar provar a falta de sinceridade neste acordo. O tamanho do Brasil é muito grande e, me parece, uma verba de oitenta milhões para esse fim ainda é muito restrita. Louva-se uma ação interministerial buscando ‘Mais Educação’ porque as finalidades dos ministérios implicados têm as suas semelhanças. O país carece ainda de bibliotecas públicas. Cada escola tem seu acervo, no entanto, visitando muitas escolas pelo interior do Brasil, constatamos que muitos livros estão velhos, faltando partes importantes e que acabam desestimulando a leitura entre os alunos. A leitura é a base da boa escrita. Criança que não lê, mal escreve, não expande o vocabulário e, tomando-se como base a afirmativa da professora Marisa Lajolo da Universidade de Campinas e ex-secretária de educação de Atibaia/SP, “o léxico não se desenvolve somente porque as crianças estão por muitas horas na internet”. Portanto, a leitura é a base que falta. Sendo escolhidos livros que encantem as crianças, a leitura será procurada. Há casos especiais de pré-adolescentes que são capazes de ler clássicos da nossa e de outras literaturas, mas trata-se de uma raridade. Murilo Bazzo Carvalho, de Araguaína/TO, é um assíduo leitor. Talvez esta seja uma das causas dele ter escrito seu primeiro romance, A Janela, ainda com 12 anos, mesma idade em que José Saramago escreveu seu primeiro livro. Tão interessante o romance que a Secretaria de Estado de Educação do TO selecionou-o para ser adquirido para as escolas estaduais.

TM: Este acordo pretende incentivar a cultura e a leitura nas escolas públicas. Você acredita que esta ação sairá efetivamente do papel, atendendo de forma adequada as escolas que precisam desses projetos?

Werneck: Claro que atende. As escolas estão sedentas desses materiais. Há escola que, independente de acordos interministeriais, estão incentivando a leitura entre professores e alunos, possuem biblioteca atualizada e conseguem os livros através de doações dos próprios autores, um exemplo disso é a Escola Municipal Itaú de Minas, (localizada no município do mesmo nome). Provavelmente, a leitura tenha um papel relevante nos resultados do ENEM desta escola que atinge 6,2. Não tenho dúvidas que os livros levados às escolas serão usados com maior facilidade que os computadores porque a preparação dos professores está mais adequada ao uso de livros, no entanto, há que se avaliar a necessidade da direção da escola preocupar-se com o uso desses materiais. As ações governamentais e os programas federais são bons, mas dependem da ‘ponta do sistema’ onde está a escola, o professor e o aluno.

TM: De acordo com sua experiência em escolas públicas, esses projetos irão beneficiar o público mais afastado dos grandes centros culturais, e também dos centros urbanos (escolas rurais), contribuindo para ampliar o conhecimento de mundo desses jovens?

Werneck: Seria ótimo que as escolas rurais pudessem receber tantos livros quanto as unidades escolares urbanas. O perigo é atender, prioritariamente, as escolas urbanas em detrimento das rurais. É importante que o gestor público entenda que, hoje, a região rural não é mais considerada uma área de atraso. Tudo mudou: o agronegócio é rico e dinâmico; a empresa rural é administrada de outra forma; as máquinas agrícolas exigem de seus operadores uma formação diversificada e com aprimoramento em uso de informática. A maioria dessas máquinas é dotada de GPS. Portanto, estamos diante de uma região do país onde os recursos e ferramentas exigem um profissional mais capacitado e que se beneficiará muito com a leitura. A ideia é excelente e, sua implantação não pode deixar de incluir as áreas rurais, onde as escolas têm responsabilidades semelhantes às urbanas, em se tratando de preparação do capital humano.

TM: Quais outras ações o governo poderia implementar para melhorar a educação dos jovens, e como você resume o quadro educacional brasileiro em 2012?

Werneck: As ações do governo estão bem traçadas no Plano Nacional de Educação (PNE) entre 2010 e 2020. A preocupação com uma educação de qualidade, que é preceito constitucional, a obrigatoriedade do ensino médio a partir de 2016, a implantação gradativa do tempo integral. Há boas ideias e há entraves. Por exemplo: o PNE ainda não foi votado pelo Congresso Nacional e ainda deve ir, depois, à sansão presidencial.Um aspecto positivo é que as cinco metas do programa Todos pela Educação estão contemplados no PNE, porém estamos com mais de um ano de atrás, e há problemas além do atraso. As crianças brasileiras só conseguem ser alfabetizadas, no primeiro ano num percentual de 50%. Nada mudou, portanto, desde os anos cinquenta, quando a reprovação entre a primeira e segunda série era de 50%. Portanto, podemos afirmar que a bisneta tem a cara da bisavó dela! Este atraso, hoje, é gerador de outros atrasos porque os estados e municípios terão dois anos para fazer as suas respectivas adaptações. Se o PNE não for votado em 2012 por conta de ser um ano eleitoral e este calendário de votação passar para 2013, somente teremos condição de implantação do PNE, em sentido pleno, a partir de 2015, o que significa que perderíamos a metade do tempo só com debates e articulações político-pedagógicas. Creio que o governo federal não precisa ter maiores preocupações quanto às verbas para a educação. Os 8% defendidos nas emendas são suficientes, sobretudo se considerarmos o aumento gradativo do PIB brasileiro. Ajudará à educação dos jovens brasileiros o resgate do papel do educador como pessoa imprescindível na estrutura promotora do desenvolvimento do país. Isso envolve condições de trabalho, formação continuada e salário digno.
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Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 

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Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Entrevista com Hamilton Werneck

Por Rosa Costa

O professor Hamilton Werneck é doutorando, pós-graduado em Educação, pedagogo e professor do Ensino Superior reconhecido pelo Conselho Federal de Educação (CFE). Autor de vários livros, publicados no Brasil e na América Latina, e de sete DVDs educativos, Hamilton Werneck já realizou mais de 1.750 conferências em todo o Brasil, envolvendo colégios, secretarias de Educação, sindicatos patronais e de classe e universidades. Com experiência em Educação, desde as classes multisseriadas do interior até a pós-graduação, vem participando ativamente da vida educacional do País através de programas de TV e congressos nacionais e internacionais de Educação. Foi conselheiro de conselhos municipais e do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Ex-secretário de Educação do município de Nova Friburgo (RJ), escreve para revistas e jornais especializados.

A formação do professor requer uma postura nas questões ética, política e pedagógica. A cada semestre, as academias lançam no mercado de trabalho grande quantidade de professores, porém poucos são educadores. Diante desse contexto, em que medida se pode definir o perfil do professor para o século XXI?

Observando os currículos das faculdades que formam professores, encontramos uma enorme quantidade de tarefas que incluem debates sobre textos de muitos autores consagrados em Educação. Fixam-se, essas unidades de Ensino Superior, nos aspectos teóricos do curso de Pedagogia. O que falta, na verdade, é a prática do ensino, a experiência docente e o conhecimento das disciplinas que lecionarão. O que desejamos é que cada um desses profissionais seja competente, mas o que vem a ser competência? Competência é saber lidar com situações complexas. Portanto, com base nas teorias estudadas, deveriam ser capazes de lidar com a complexidade inerente às suas tarefas de professor. Edgar Morin, entrevistado por Djénane Tager, cita Hegel e Heráclito justamente naquilo que representa uma situação complexa:

Hegel procura uma síntese que ultrapassa as contradições; em Heráclito, a contradição é indispensável, fundamental; veja a fórmula: viver de morte, morrer de vida. Pode parecer esotérica, no entanto é límpida com o que se sabe hoje. O nosso organismo vive, na verdade, da morte de nossas células, substituídas por células jovens numa regeneração permanente. Nos ecossistemas, os animais vivem da morte das plantas ou dos animais que comem; o ciclo da morte é, ao mesmo tempo, ciclo da vida.

Quero dizer que nossos recém-formados em Pedagogia, por exemplo, devem conhecer a complexidade moriniana, porque o ato de conhecer é um pilar da competência. No entanto, não devem esquecer que a habilidade é outro pilar, assim como a linguagem através da qual ensinarão às crianças. Portanto, devemos esperar que esse profissional do século XXI seja uma pessoa competente e com seus respectivos pilares muito bem estruturados.

Devemos estar conscientes do que queremos, do que buscamos enquanto educadores comprometidos com a proposta de cidadania. Acreditando nesse discurso, como inserir uma prática educativa conivente com a escola de hoje?

Concordo em responder mudando um pouco essa pergunta para “inserir uma prática educativa correspondente às exigências da escola de hoje”. Vale dizer que não concordo com a palavra conivente exatamente porque nem todas as escolas apresentam projetos político-pedagógicos com os quais se possa ser conivente.

As práticas educativas deverão contar com educadores formados para tal, conhecedores do perfil dos alunos para os quais lecionarão, portanto com formação em Psicologia do Desenvolvimento; educadores que dominem os conteúdos das disciplinas a serem lecionadas, adicionando-se a isso a capacidade de preparar as aulas para que os alunos as compreendam e, depois, organizar exercícios para que fixem o que aprenderam na memória de curta duração. Esses profissionais precisam saber distinguir exercícios de problemas. Enquanto um é rápido, repetitivo, serve para fixar um conteúdo na memória de curta duração, o outro, o problema, pode levar muito tempo para ser compreendido; os alunos, em geral, precisam de ajuda, e alguns sequer compreenderão qual é o problema. Dessa forma, o professor deverá fazer uma divisão entre exercício e problema. Deixe o exercício como dever de casa e os problemas para a sala de aula, onde o professor, presente, poderá ser a grande ajuda de que o aluno necessita. Além disso, o professor não pode mais esperar desenvolver práticas pedagógicas para as escolas das certezas, e sim das incertezas; portanto, relembrando Morin, na mesma entrevista citada e compilada pelo Instituto Piaget sob o título de Meu Caminho, quando repete Heráclito: “Se não procuras o inesperado, não o encontrarás”. Esse professor, na minha visão moriniana, será sempre um homem ou uma mulher tentando ligar o conhecimento das partes ao todo e do todo às partes, segundo a fórmula de Pascal:

Todas as coisas sendo causadas e causadoras, ajudadas e ajudantes, mediatas e imediatas, e todas mantendo-se por um laço natural e insensível que liga as mais distantes e as mais diversas… (MORIN, 2008).

A busca do sonho, da esperança e da paixão de formar é tema de grande valia no desabrochar daquele educador que acredita em uma educação de qualidade. Que sugestões daria a esse educador para concretizar seus sonhos de uma educação de qualidade?

Os grandes inventores primeiro sonharam e, somente depois, puseram em prática os sonhos. Assim ocorreu com Isaac Newton, Pascal e Einstein. O professor que não se dá o direito de sonhar será um professor superado desde o primeiro dia de aula. Portanto, seja um sonhador e ponha em prática o seu sonho; que surja o dia em que você saia pela rua gritando sobre a sua descoberta, como um novo Arquimedes. Não roube o sonho de seus alunos e não aborte os gênios escondidos em sala de aula. A qualidade, “essa que está escondida na greta das coisas”, segundo Jürgen Habermas, da Escola de Frankfurt, precisa ser incrementada, e o maior fator dessa qualidade é seu aspecto humano. “Só o ser humano produz qualidade”, segundo Pedro Demo. Todas essas qualidades apresentadas na pergunta desembocam no compromisso, porque, sem ele, não haverá educação; quando muito, uma informação mecânica capaz de ser aprimorada por qualquer bom computador. Isso seria muito mais “treinar monstro que formar pessoas” (WERNECK, 2009).

O que fazer para resgatar esse educador que está ainda adormecido dentro de cada um de nós, que sofre com a falta da valorização, do respeito e da dignidade daquele que é também responsável pela educação deste país?

Por incrível que pareça, as grandes linhas de conduta, nesse caso, estão traçadas pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96). Uma educação pública, gratuita e de qualidade está prevista na Constituição Federal. Quando a União tentou um mínimo para o magistério, apesar de aumentar o piso e, junto com ele, o tempo de serviço, cinco governadores de estado, alguns deles da base política de sustentação do Governo Federal, entraram com questionamento na Suprema Corte. Ou não querem pagar ou não têm verbas para pagar. Não creio que esse educador esteja “adormecido” dentro de cada um de nós. Ele está acordado e, ao mesmo tempo, desiludido. Uma das mudanças necessárias está na formação do próprio professor: o curso de Pedagogia enfrenta uma das piores desmoralizações, sobretudo em relação à quantidade de anos de estudo, representando um grito de alerta às autoridades pela conivência com um curso de menor tamanho em relação aos que existem no Ensino Superior. Pensa-se, atualmente, na exigência de uma hora-aula de sessenta minutos, obrigando, portanto, os gestores locais das várias IES a adequarem-se às 3.200 horas dos cursos de Pedagogia. É difícil se fazerem cálculos quando se devem ajustar 3.200 horas totais, de sessenta minutos cada, em calendário e horários programados para aulas de quarenta minutos. Assim, aceitando-se tacitamente um curso de per si desmoralizado, é muito difícil que ele recobre dignidade no mundo acadêmico. Ou seja: o que o Conselho Nacional de Educação vem aprovando em relação ao curso de Pedagogia — iniciando-se pelo Parecer nº 05/2005, reexaminado pelo Parecer nº 03/2006 e aprovado em 21 de fevereiro de 2006 — fez do curso, após o cancelamento do Normal Superior, outro tipo de Normal Superior, agora com o nome de Licenciatura em Pedagogia.

Enquanto não enfrentarmos a origem desses problemas, a procura pelos cursos de Pedagogia continuará baixando, e o interesse pelas licenciaturas continuará em queda vertiginosa. Assim, o futuro próximo da educação brasileira, que já está comprometido, não apresenta transformação clara para os anos vindouros.

A globalização, as novas tecnologias, a inclusão digital e o desenvolvimento sustentável cobram do educador questões de grande complexidade. Como trazer à tona as discussões pertinentes aos temas, garantindo total adesão do público interessado?

Como já explicitei em respostas anteriores, o sistema está sendo encarregado de mover-se no sentido da produção da desilusão. Essa adesão não será possível com a formação exigida ou permitida pelos órgãos de educação, não será atingida enquanto o pensamento acadêmico continuar cartesiano-positivista, descartando a visão da complexidade. O desenvolvimento sustentável — mesmo aquele preconizado pela Escola Possibilista de Henry La Blache, contrapondo-se à Escola Determinista alemã de Frederick Ratzel — somente será compreensível mediante um olhar complexo. Redá Benkirane, no prefácio de seu livro de entrevistas com Morin, inclusive, sobre as vertigens e promessas da complexidade, retoma Paul Valéry ao abordar a complexidade como uma fronteira entre o caos e a ordem, esse momento delicioso entre a ordem e a desordem. É, portanto, nessa zona frágil e efêmera que uma totalidade poderia adotar um comportamento qualitativo novo.

Infelizmente, não temos uma vivência de zona frágil. Queremos reviver a escola da ordem e das certezas e, enquanto tentamos voltar ao passado, somos atropelados por jovens hackers que, sem completar o Ensino Médio tradicional, mostram que adotaram um comportamento qualitativo novo, com variados perigos legais.

Em relação à diversidade de cursos de formação de professores, qual a sua opinião sobre os cursos a distância, e em que momento a qualidade do ensino perpassa tais determinações?

Lembro-me de que, no passado, o Ministério da Educação chegou a ser chamado, oficialmente, de Ministério da Educação, dos Correios e dos Telégrafos, justamente por causa do ensino por correspondência. Esse tipo de ensino data do século XIX. Muitos países hoje desenvolvidos usaram e usam esses sistemas de ensino. Mais ainda se considerarmos os recursos existentes para a comunicação a distância. Interessante que as últimas avaliações do MEC sobre os cursos presenciais e a distância indicam melhor desempenho para o segundo. Em grande parte porque os que fazem cursos a distância assim agem por causa do trabalho que já desenvolvem. Portanto, aliam a experiência às teorias do curso. Tanto nos cursos a distância quanto nos presenciais, a qualidade é feita por quatro mãos: duas dos gestores do curso e as outras duas do acadêmico, se estiver motivado. Nós precisamos mudar nossas concepções em relação aos cursos a distância e saber selecioná-los, porque podem ser tão bons ou tão ruins quanto os presenciais.

Quanto à “formação continuada” (formação permanente), parafraseando Paulo Freire quando afirma que o professor é um ser inacabado, o que fazer para conscientizar alguns professores da importância de ser um eterno aprendiz?

Enquanto os acadêmicos das licenciaturas assistirem a aulas que são voltadas para a defesa das escolas das certezas, e não das incertezas, não será possível incutir-lhes a necessidade da formação continuada. Pergunto, em minhas conferências para professores, quantas máquinas fotográficas já foram usadas pelo fotógrafo oficial, ali presente, e quantas mesas de som já foram manipuladas pelo técnico. Geralmente, cada um deles troca de ferramenta em menos de um ano. Um ou outro atinge os dois anos. Certa vez, numa conversa com Alvin Tofler, ele dizia-me que uma profissão de alta-tecnologia deveria ter um prazo de validade de dois anos. É o que vemos entre os nossos técnicos. Entre educadores, deveríamos encontrar comportamento semelhante; no entanto, assim não ocorre porque o saudosismo não deixa. Ano passado, uma professora afirmou-me que não conseguia adaptar-se aos computadores porque havia “uma relação histórica entre ela e o mimeógrafo a álcool”. É bem provável que o saudosismo e a mentalidade atrasada de alguns educadores levem à burla dessa mesma formação para acrescentar algum ganho, nesse tempo, através de aulas em outros sistemas de ensino. Quem pratica ou quem é conivente presta um péssimo serviço à nação brasileira.

Diante das questões vinculadas ao Enem, qual o processo avaliativo mais coerente com relação às ações governamentais do sistema educacional e a toda a especificidade do seu processo avaliativo?

O erro de origem do Enem é usar um instrumento para avaliar o Ensino Médio e transformá-lo em exame de seleção para o Ensino Superior. O grande benefício do Enem, embora mitigado nesses dois últimos, foi tentar, e em parte conseguir, a construção de um instrumento de avaliação de caráter abrangente, menos cartesiano e mais voltado para a interdisciplinaridade, que é mais complexa. Assim, combatido pelos que desejam a segmentação — e há muito tempo detestam Giuseppe Vico e Pascal —, o Enem sofre pressões dos que adoram ver o mundo aos pedaços, onde há uma divisão brutal entre a escola e a realidade. O Enem, assim pressionado, é instado a elaborar um instrumento que não seja capaz de ler o mundo. Apesar de todos os problemas que possam ser criados, com erros de origem e com o sofrimento de pressões por todas as partes, seja pelos aspectos interdisciplinares ou pela complexidade que ele apresenta, a educação brasileira conseguiu melhorar bastante e forçar os sistemas que preparam para as universidades a agir de modo mais abrangente, verificando que o mundo apresenta um tecido e um modelo muito superior à simples descrição de fatos e de datas. Aprimore-se o Enem. Os mais argutos compreenderão sua nobre missão e terão inteligência para se adequar a novas formas e novos instrumentos que contribuam para a avaliação de nossa Educação Média.

De acordo com o sonhar, o imaginar, atrelado ao seu discurso no livro A Nota Prende, a Sabedoria Liberta, qual será o modelo de escola que vai garantir o desenvolvimento da consciência da cidadania?

Um autor anônimo dizia: “Quem não pensa é pensado por alguém ou por alguma estrutura”. Escola é uma palavra traduzida ao pé do som do grego scolé. Quando imaginamos uma escola, vemos carteiras, lousas interativas, bibliotecas, alunos e professores. Na concepção grega, era diferente: scolé significava lugar do sonho, lugar da criatividade. Isso, exatamente, nós perdemos ao longo do tempo. Hoje, um criador de jogos eletrônicos trabalha com puro sonho. Os poetas e artistas sonham, os arquitetos vêm revolucionando no ar as suas construções de toneladas superleves aos olhos de quem as contempla. Todos os que promoveram mudanças sonharam e, depois, colocaram as ideias em prática. Chegou o momento de deixar a criança escrever a história do cavalo verde e da galinha que punha ovos azuis, e não, como na história infantil, exigir da criança que escreva outra história em que os ovos são brancos. Genial a criança que, perguntada sobre o significado de rio pardo, pensou e respondeu tratar-se de um rio animal, porque, se temos leopardo, por que não um rio pardo? Fenômeno de fazer ranger os ossos de Piaget foi a resposta à minha pergunta feita a uma aluna de 10 anos da cidade de Paripiranga, na Bahia: “Minha querida, qual o resultado da soma de três mulheres e quatro abacaxis?”. Ela foi imediata: “Professor, um piquenique”. Tive, então, que passar um e-mail para meu amigo Vasco Moretto, autor dessa pergunta em livro e conferências para seus arquivos. E a resposta foi interessante e dentro do grande sonho das crianças. Dizia-me Moretto que, diante de uma pergunta malfeita, “o Oceano Atlântico banha a costa brasileira desde ………. até ……..”, a criança inteligente e de mente complexa, unindo geografia e história, respondeu: “Desde muitos anos antes de Cristo até os nossos dias”.

Neste final, deixo a minha reverência a Albert Einstein: “A imaginação é mais importante que o conhecimento”.

Prof. Hamilton Werneck é pedagogo, escritor e conferencista.
www.hamiltonwerneck.com.br
www.hamiltonwerneck.blogspot.com
E-mail: hamilton@netflash.com.br

Fonte:http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1722

Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 

Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Tags: entrevista

Aprender sonhando

Projetar é sonhar, garante o educador Nilbo Nogueira. Afinal, tem coisa melhor que planejar e pôr em prática, na sala de aula, atividades de acordo com seus gostos e interesses? Mas não basta sonhar sozinho. Para ele, trabalhar com projetos deve ser uma criação coletiva da coordenação, dos professores e, principalmente, dos alunos.

Esperando a professora dizer com que cor pintar o céu. Parece piada, mas é assim que o educador Nilbo Nogueira define o sentimento de muitos alunos nos processos tradicionais de ensino-aprendizagem. Especialista em projetos educacionais, ele não titubeia em apontar o fim da passividade em favor da interação como principal vantagem dos projetos. Se dependesse só de sua vontade, alunos passivos e professores ditando regras já seriam artigos de museu.

Mas tal conquista não é fácil, admite. “Os alunos ainda não estão acostumados com a autonomia (…) a sensação é de que estão perdidos, pois não existe, no projeto, o professor dirigindo”. Para ele, a questão é tão séria que, em vez de ir pondo planejamento, execução e avaliação de projetos onde antes havia aulas e provas, ele recomenda cautela e uma regrinha básica: é preciso que fique muito claro para os alunos o que é um projeto e qual o seu papel dentro dele.

E se os alunos não se sentirem motivados a participar? “Duvido que eles prefiram ficar passivos dentro da sala de aula copiando textos do quadro-negro”, desafia de pronto. Segundo ele, o problema é outro. Para explicar o papel do aluno, é preciso primeiro que os professores entendam seu próprio papel nessa dinâmica. Ele lamenta que ainda haja educadores que resistam aos projetos, “achando que a escola está arrumando mais serviço para eles”.

Para Nilbo, cabe ao professor apenas e tão somente mediar e facilitar as etapas do projeto. Quem interage e trabalha, na verdade, são os alunos. Segundo ele, às vezes o equívoco é tão grande que “alguns professores estão praticando a dinâmica de projetos em sala de aula solicitando a seus alunos atividades planejadas por eles ou pela coordenação pedagógica da escola”. “Alguns esquecem que projetar é sonhar e que ninguém pode realizar o sonho do outro”, conclui.

Na entrevista a seguir, Nilbo Nogueira fala da necessidade de superar os modismos e mal-entendidos que envolvem os projetos e cita a Internet como um instrumento capaz de potencializar pesquisas, interações e trocas de informações para além dos muros da escola. A propósito, o Portal Educacional acaba de lançar o Concurso NetBrasil 2002, que vai premiar dois projetos educacionais que usarem a Internet com essa finalidade.


Qual a principal vantagem em se trabalhar por meio de projetos educacionais?
Impossível pensar o processo de ensino-aprendizagem sem múltiplas interações. O ensino formal, em que o aluno não participa e não interage em seu processo de construção do conhecimento, é algo mais do que questionável atualmente. Dessa forma, podemos citar, dentre várias vantagens dos projetos, a mais importante, que é a troca da passividade do aluno pela interação. Os projetos, com certeza, parecem suprir essa necessidade de fazer com que o aluno rompa com sua passividade e interaja de diferentes maneiras em todas as etapas de sua execução.

Existem regras básicas que devem fazer parte de qualquer projeto, independentemente do tema tratado?
Acredito que sim. De certa forma, nossos alunos ainda não estão acostumados com a autonomia, e, nos projetos, precisamos trabalhar com essa questão. Se não estabelecermos como primeira regra contar aos nossos alunos o que é um projeto e como se trabalha com o ato de projetar, eles terão a sensação de que estão “perdidos”, pois não existe, no projeto, o professor dirigindo e ditando as tarefas, as atividades, a cor da caneta, a forma da maquete, o tipo de cartaz, etc. Entendido primeiramente o que é um projeto e qual o seu papel dentro dessa dinâmica, as regras seguintes são aquelas relacionadas às etapas de um projeto, que são norteadoras para seu planejamento, execução, depuração, apresentação e avaliação.

A interdisciplinaridade ou a multidisciplinaridade é um requisito essencial de qualquer projeto?
Seria se todos os projetos fossem interdisciplinares. Na prática, um projeto pode iniciar com apenas um professor de uma única disciplina tratando de um determinado conteúdo programático. No decorrer do projeto, conforme interesses e necessidades, outros professores e outras disciplinas podem interagir com o projeto em questão e, dependendo da forma, a multi ou a interdisciplinaridade poderão acontecer espontaneamente. De nada adianta a escola estabelecer como tema único para todas as séries e professores que o projeto desse bimestre será “Brasil 500 Anos” (ainda bem que já acabou esse modismo); um tema único de um projeto para toda escola não garantirá necessariamente a prática da interdisciplinaridade. Já presenciei inúmeros projetos que iniciaram em uma única disciplina e depois abrangeram outras, por necessidade e interesse de alunos e professores, assim como projetos de temas únicos em escolas que pretendiam praticar a interdisciplinaridade e, no final, cada professor trabalhou o tema de forma isolada.

Qual a relação entre projetos e temas transversais?
Embora isso não seja uma regra, os projetos, na prática, têm ocorrido em um determinado período letivo. Por exemplo: no primeiro bimestre ou no segundo semestre, etc. Dessa forma, um projeto temático não vai contemplar necessariamente o ano letivo inteiro. Quando nos referimos aos temas transversais, esperamos que, na prática, esse tema seja abordado, se possível, durante todo o ano letivo e por todos os professores. Espera-se que essa abordagem seja realizada pelos professores de forma sutil, incorporada ao seu conteúdo. Não podemos imaginar um tema transversal sendo tratado como um “caroço”, ou seja, no meio do conteúdo, o professor dá uma parada, trata do tema transversal e depois volta a falar de seu conteúdo novamente, sem estabelecer nenhum tipo de relação. Fazendo uma metáfora, podemos imaginar uma disciplina como um bolo em que os conteúdos são seus ingredientes: a farinha, os ovos, etc. não aparecem isoladamente, mas sim na composição da massa. Imagine agora comer um bolo e encontrar um “caroço” de farinha! O tema transversal tratado de forma isolada do conteúdo tem essa mesma característica do “caroço” de farinha. Juntando essas situações, poderíamos questionar: é possível trabalhar os temas transversais com projetos? E a resposta seria sim, desde que contemplássemos as questões da forma (projeto) com a necessidade de abordagem (transversal).

Que conselhos o senhor daria ao professor que resiste a trabalhar com projetos e a quem está aderindo a esse trabalho pela primeira vez?
Não imaginar que o projeto é mais uma atividade que ele vai ter de fazer como tantas outras e que a escola está arrumando mais serviço para ele. No projeto, o professor não terá mais serviço, pois quem na realidade deve interagir e trabalhar são os alunos. O professor simplesmente deverá orquestrar essa atividade, mediando e facilitando suas etapas. Àquele professor que resiste a trabalhar com projeto, achando que terá mais serviço, eu aconselho estudar um pouco mais sobre o que é realmente um projeto, pois só assim perceberá que não é essa a proposta. Muitos resistem por causa dos conteúdos. Aconselho, nesses casos, que pensem então em trabalhar os conteúdos com projetos ou projetos dos conteúdos. Particularmente, acho que a resistência maior está no desconhecido e também na necessidade de ser mais flexível, já que é impossível trabalhar com projetos de forma rígida e inflexível. Num projeto, estamos abertos a tudo, pois projetar é uma referência ao futuro, que, em muitos casos, ainda é desconhecido.

Que atitude (ou mudança de atitude) o professor deve ter ao assumir um projeto?
Ele deve simplesmente ser mediador e facilitador de todas as etapas de um projeto. Nessa dinâmica, ele não dita regras nem conteúdos, mas, sim, orquestra a projeção de seus alunos.

Como encaixar o trabalho com projetos no cronograma apertado e no currículo rígido das escolas?
É difícil resolver essa questão, mas não impossível. Então, resta-nos questionar a forma de trabalho com esses conteúdos, bem como a real necessidade de alguns tópicos desses. De nada adianta ter um conteúdo programático “apertado” e o aluno aprender pouco de muito, ao passo que poderia aprender muito de pouco. Questiono particularmente não os conteúdos, mas, sim, a forma como são tratados. Tomando como referência os PCNs, verificamos que os conteúdos devem ser trabalhados de forma conceitual, procedimental e atitudinal. Na prática, o professor domina bem a forma de ministrar seus conteúdos conceitualmente. Mas como está trabalhando estes de forma procedimental e atitudinal? Uma boa saída para esses casos são os projetos, já que, ao projetar, os alunos demonstram atitudes e, ao executá-lo, trabalham com procedimentos.

Como despertar o interesse dos alunos se eles já estiverem acostumados à rotina de classes e disciplinas?
Começando aos poucos e devagar, de forma que eles rompam com esses “vícios” adquiridos. No primeiro momento, é complicado trabalhar com autonomia com quem sempre esperou a professora dizer de que cor era para pintar o céu. Volto a relembrar a regra básica que já mencionei, que é contar ao aluno o que é um projeto e como se trabalha com um projeto. Entendido qual é a proposta, duvido que eles prefiram ficar passivos dentro da sala de aula copiando textos e mais textos do quadro-negro do que trabalhar com autonomia, planejando e realizando aquilo que têm vontade e pelo que têm interesse.

É necessário haver classes específicas para os projetos? Ou, pouco a pouco, os projetos acabarão substituindo o ensino baseado em disciplinas?
Existe o ideal e o real. Hoje, o real é conseguir trabalhar com projetos dentro das disciplinas, junto com os conteúdos, e durante as aulas regulares. Espero que um dia consigamos chegar ao ideal, ou seja, o projeto englobando as disciplinas de forma integrada, sem haver a fragmentação das diferentes áreas do conhecimento. Algumas escolas já possuem uma “disciplina” chamada Projeto, que media todas as propostas das diferentes disciplinas. Aparentemente, o resultado parece ser interessante.

Como avaliar um projeto?
Existe a avaliação do projeto e das aquisições de conteúdos. Ao término da apresentação do projeto, considero como etapa final a avaliação, que na prática é uma sessão, mediada pelo professor, em que cada aluno faz sua auto-avaliação e autocrítica e, posteriormente, avalia e critica (com sugestões) os demais projetos. Como ferramenta de avaliação, podemos utilizar um “processofólio”, que é uma pasta em que cada aluno registra todas as ações, descobertas, planejamentos, atividades, rascunhos, interesses, etc. Esse instrumento acaba sendo um registro passo a passo de todo o processo do projeto em questão, bem como o registro da evolução que ocorreu durante a seqüência de realização dos diferentes projetos.

Pode-se dizer que um trabalho exclusivamente por projetos é mais eficaz?
Difícil afirmar isso. Mesmo sendo um apaixonado e partidário da utilização dos projetos, tenho de reconhecer que existem outras possibilidades de interação dos alunos e outros processos que auxiliam na aprendizagem. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que os projetos são uma das formas eficazes.

Na sua opinião, a Internet pode ajudar a execução de projetos? Como?
Pode e muito. Da mesma forma que trabalhamos com projetos em um espaço real de aprendizagem, também podemos trabalhar em um espaço virtual (ciberespaço) de aprendizagem. Os mesmos projetos que realizavam atividades em papel, isopor, cartolina, utilizando tintas, encenações, entrevistas gravadas em vídeo, etc., podem ser trabalhados com produção de documentos na Web. A diferença é que a apresentação final não necessariamente ocorrerá no espaço real (da escola), mas sim no ciberespaço, por meio de sites e home pages. Acho que a Internet não está sendo utilizada em todo o seu potencial. Muitos ainda a encaram como fonte de pesquisa e coleta de informações, esquecendo-se do rico arsenal de ferramentas de comunicação que podem propiciar um trabalho cooperativo. Dessa forma, os projetos podem ser trabalhados além das paredes da escola e por grupos distintos de diferentes regiões. Lentamente, as coisas estão caminhando para um trabalho no ciberespaço e, conseqüentemente, na colaboração da construção de uma inteligência coletiva. Percebe-se a preocupação de muitos professores em desvendar esses novos “mistérios”. Particularmente, tenho presenciado isso em uma das disciplinas (Internet Pedagógica) que leciono num curso de pós-graduação.

É válido que o professor recorra a projetos sugeridos em revistas ou sites, adaptando-os à realidade dos alunos, mesmo que ele tenha dúvidas sobre como criar projetos próprios?
Não acredito que modelos copiados surtam efeito de projetos, mas, sim, de atividades e tarefas solicitadas aos alunos. Para o professor que nunca trabalhou com projeto, admito até a possibilidade de copiar e utilizar uma ou duas vezes um “modelo”, mas a partir disso, vejo a necessidade de trabalhar na criação de projetos de forma coletiva, principalmente com seus alunos. Se projetar é sonhar, fica, então, a pergunta: Como poderei realizar “sonhos” de terceiros?

Sobre essas adaptações, um mesmo projeto pode se aplicar a todas as idades, apenas variando o grau de dificuldade, como sugeriu Brunner em seu “currículo espiral”?
Sim. Acredito que as adaptações de intensidade sobre um mesmo tema são fundamentais. Mas acho que proposto o tema e perguntado aos alunos quais seriam suas vontades, necessidades, interesses, etc., eles mesmo acabarão norteando a profundidade e abrangência do projeto. Dessa forma, creio que um tema único pode ser aplicado a diferentes faixas etárias, pois, em cada uma delas, surgirão naturalmente os diferentes interesses, variando conforme suas necessidades sobre a problemática proposta.

Muitos professores já fazem projetos sem saberem que o estão fazendo, outros o fazem apenas no papel (muitas vezes são obrigados a fazer). Qual a mudança necessária na formação de professores para que a pedagogia de projetos realmente faça parte da rotina de nossas escolas?
Para se praticar a dinâmica de trabalho com projetos, é necessário previamente estudar, ler e entender essa proposta de atuação em sala de aula. Acho que a falta de entendimento e compreensão está levando alguns professores à pratica de um modismo. Alguns professores estão praticando a dinâmica de projetos em sala de aula de forma equivocada, solicitando a seus alunos atividades planejadas por eles ou pela coordenação pedagógica da escola. Alguns esquecem que projetar é sonhar e que ninguém pode realizar o sonho do outro. Se for para sonhar na escola, que seja, então, um sonho coletivo da coordenação, dos professores e também dos alunos, pois, se não for dessa forma, os alunos estarão apenas realizando atividades que alguém propôs. Nesse caso, não estaremos trabalhando com projetos, estaremos apenas utilizando modelos e brincando de projetar.

fonte:http://www.educacional.net/entrevistas/entrevista0084.asp

Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 

Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Tags: reportagem

Escola da Vida

Tags: Filme

Entre os Muros da Escola

Tags: Filme

Escola da Vida, de William Dear.

Informações Técnicas
Título no Brasil:  Escola da Vida
Título Original:  School of Life
País de Origem:  Canadá / EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estúdio/Distrib: Califórnia Home Vídeo
Direção: William Dear
 
 
Sinopse
Há um novo professor na cidade e está a deixar a Escola Secundária de Fallbrook num pandemónio. É bonito. É jovem. Não é convencional (ele não ensina apenas a Guerra Civil, ele revive-a).Os estudantes adoram Mr. D (Ryan Reynolds) e os professores admiram-no… excepto Matt Warner (David Paymer), o nervoso professor de biologia que sonha ganhar o prémio de Professor do Ano. O pai de Warner, ‘Stormin’ Norman (John Astin), foi Professor do Ano há 43 anos, e agora Matt está determinado a seguir os seus passos este ano. Mas com Mr.D em cena, o professor Warner vê as suas oportunidades a diminuírem. Ele simplesmente não consegue competir já que até o seu próprio filho teima em idolatrar o jovem professor. Em vez de desistir, Matt tenta uma via alternativa: deitar a personalidade de D à lama. Quando Warner revela um segredo que o jovem professor tenta ocultar, Warner e toda a escola vão aprender uma lição que nunca mais esquecerão na Escola da Vida.
 
Resumo
 
            O filme mostra o modelo pedagógico tradicionalista que passa por uma mudança para o método construtivista e evidencia bem a busca por formas diferentes de ensinar para que haja uma  maior interação dos alunos em  participar, com consequente melhora do desempenho e também dedicação dos docentes em despertar esse interesse nos seus alunos.
 
 
http://www.interfilmes.com/filme_15831_escola.da.vida.html> acesso em 10 maio 2012

Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 
Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade
 
 

Escola da Vida, de William Dear.


Informações Técnicas

Título no Brasil:  Escola da Vida

Título Original:  School of Life

País de Origem:  Canadá / EUA

Gênero: Aventura

Tempo de Duração: 90 minutos

Ano de Lançamento: 2005

Estúdio/Distrib: Califórnia Home Vídeo

Direção: William Dear

 

 

Sinopse

Há um novo professor na cidade e está a deixar a Escola Secundária de Fallbrook num pandemónio. É bonito. É jovem. Não é convencional (ele não ensina apenas a Guerra Civil, ele revive-a).
Os estudantes adoram Mr. D (Ryan Reynolds) e os professores admiram-no… excepto Matt Warner (David Paymer), o nervoso professor de biologia que sonha ganhar o prémio de Professor do Ano. O pai de Warner, ‘Stormin’ Norman (John Astin), foi Professor do Ano há 43 anos, e agora Matt está determinado a seguir os seus passos este ano. Mas com Mr.D em cena, o professor Warner vê as suas oportunidades a diminuírem. Ele simplesmente não consegue competir já que até o seu próprio filho teima em idolatrar o jovem professor. Em vez de desistir, Matt tenta uma via alternativa: deitar a personalidade de D à lama. Quando Warner revela um segredo que o jovem professor tenta ocultar, Warner e toda a escola vão aprender uma lição que nunca mais esquecerão na Escola da Vida.

 

Resumo

 

            O filme mostra o modelo pedagógico tradicionalista que passa por uma mudança para o método construtivista e evidencia bem a busca por formas diferentes de ensinar para que haja uma  maior interação dos alunos em  participar, com consequente melhora do desempenho e também dedicação dos docentes em despertar esse interesse nos seus alunos.

 

 

http://www.interfilmes.com/filme_15831_escola.da.vida.html> acesso em 10 maio 2012


Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 

Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

 

 

Tags: Filme

PROJETO DE SARAU PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

TURNO: MATUTINO

CONTEÚDO: POESIAS DE DIVERSOS AUTORES

DURAÇÃO: ANO LETIVO DE 2.012

PÚBLICO ALVO: PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, ALUNOS E COMUNIDADE

LOCAL DE EXECUÇÃO: PÁTIO DA ESCOLA MUNICIPAL

JUSTIFICATIVA

Este projeto tem como principal objetivo estruturar ações de promoção da leitura do acervo literário  existente na escola e ainda como desafio delinear de forma resumida a interdisciplinaridade por considerá-la de extrema relevância e acreditar que por meio dela é possível dar um passo rumo ao despertar para o gosto da leitura. Pretende, portanto, envolver todos os professores num compromisso coletivo de fazer do aluno um leitor espontâneo, que o faz por prazer.

O êxito desse projeto consiste na cooperação e na troca do trabalho aberto ao diálogo e ao planejamento. Propusemos ser incansáveis na busca de atividades e metodologia para viabilizar o contexto desta ação e também tentar promover um canal de comunicação para desenvolver um trabalho de equipe em que toda ação seja de consenso.

Esperamos que ao dinamizar o trabalho com a leitura, aconteça novos rumos no sentido de promover por meio das práticas de leitura e  de acesso a informação, a integração dos alunos ao tempo em que estão vivendo e competências de enfrentar um público sem medos.

OBJETIVO GERAL

Despertar vitalidade às atividades didáticas pedagógicas da escola, facilitando projetos interdisciplinares capazes de abrir mais alternativas culturais para os alunos e disponibilizar meios que facilitem o acesso ao exercício de enfrentar um público.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Despertar no aluno o gosto pela leitura.

Ampliar a vivência cultural dos alunos..

Criar condições de incentivo a todas as formas de manifestações culturais.

Promover a interação entre funcionários / professor / aluno/ comunidade.

Valorizar a importância da leitura e do conhecimento como instrumento de transformação social e exercício da cidadania.

Explorar o computador como recurso de pesquisa de textos, poesias, poemas com mais facilidade e comodidade.

CONTEÚDOS CONCEITUAIS

Ler e interpretar  vários tipos de textos etc.

Reconhecer a importância da leitura enquanto cultura que contribui para a experiência individual e compreensão de vários momentos da vida no passado, presente e futuro.

Reconhecer a importância da leitura como canal  para o desenvolvimento  do senso crítico.

Reconhecer a importância do trabalho em equipe

CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS

Contar histórias  

Escrever poesias

Participar de encontros e saraus

Representar  textos teatrais

Organizar amostras de trabalhos para a sociedade

Ilustrar poemas

CONTEÚDOS ATITUDINAIS

Adquirir uma nova forma de fazer, ser e pensar o mundo.

Valorizar o silêncio.

Compartilhar experiências

Refletir sobre a importância da leitura

Interessar – se pela cultura e pela arte

Valorizar interagir e cooperar com os colegas

Valorizar nossas raízes para gerar atitude de reconhecimento e orgulho de nosso país.  

METODOLOGIA

Para desenvolver este projeto em parceria com os professores algumas atividades permanentes e eventuais serão trabalhadas através da metodologia de preferência deles.

Pesquisa (dos alunos) sobre o autor das poesias escolhidas

Promover concurso de contadores de histórias, poesia, poemas etc.

Ensaios de representações teatrais

OBS: Trabalhar com informações  significativas, que  contribuam para formação  cultural dos alunos.

RECURSOS NECESSÁRIOS

Livros de poesias

Livros de poemas

Livros de histórias ( causos )

Papel cham-ex

Data-show, máquina fotográfica e computador

Tenda para momento da apresentação

Palco

Som potente

Microfones (em média de dois ou três )

Balinhas ou bombons para recepção ( dia da apresentação )

Iluminação

Cola quente e cola para: papel, isopor, tecidos

Cordão tipo barbante

tesoura

Plástico e papel a serem definidos metragem e tipo de cada um, depois de locada a tenda.

AVALIAÇÃO

Será feita através da observação  do desempenho dos alunos no decorrer das atividades propostas,  nos procedimentos e apresentação das poesias, poemas e histórias no dia da realização do sarau por uma equipe que irá compor o corpo de jurados, em média de cinco pessoas. Professores, funcionários e comunidade. O corpo de jurados deverão conhecer o potencial dos alunos, para perceberem o progresso nas avaliações.

REFERÊNCIA

http://inforum.insite.com.br/100050/10527668.html


Enviado pela Aluna: Maria Aparecida Souza Pinheiro Medeiro

Postada pelas Alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

Tags: sarau

 Ficha Técnica:
 
Título Original: Entre les Murs. Origem: França, 2008. Direção: Laurent Cantet. Roteiro: Laurent Cantet, François Bégaudeau e Robin Campillo, baseado em livro de François Bégaudeau. Produção: Caroline Benjo, Carole Scotta, Barbara Letellier e Simon Arnal. Fotografia: Pierre Milon, Catherine Pujol e Georgi Lazarevski. Edição: Robin Campillo e Stéphanie Léger.
 
Elenco 
 
François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Cherif Bounaïdja Rachedi, Juliette Demaille, Dalla Doucoure, Arthur Fogel e Damien Gomes.
 
 
Premiações 
Festival de Cannes - Palma de Ouro.
 
 O FILME CONTA O DRAMA DE UM PROFESSOR DE UMA ESCOLA DA PERIFERIA DE PARIS QUE TENTAR DAR AULAR E AJUDAR SEUS ALUNOS QUE PARECEM NÃO QUERER SE IMPORTAR COM O APRENDIZADO.   MOSTRA TAMBÉM OS CONFLITOS DIARIAS EM SE TRABALHAR EM UMA ESCOLA COM DIVERSAR CULTURAS E COMO FUNCIONA OS CONSELHOS DE CLASSE. UM EXCELENTE FILME, QUE TRAZ A REFLEXÃO PARA QUEM QUER SER UM PROFESSOR.
FONTE:<http://www.portaldecinema.com.br/Filmes/entre_os_muros_da_escola.htm>ACESSO EM 26 DE ABRIL 2012

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Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 
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Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade

 Ficha Técnica:

 

Título Original: Entre les Murs.
Origem: 
França, 2008.
Direção: 
Laurent Cantet.
Roteiro: 
Laurent Cantet, François Bégaudeau e Robin Campillo, baseado em livro de François Bégaudeau.
Produção: 
Caroline Benjo, Carole Scotta, Barbara Letellier e Simon Arnal.
Fotografia: 
Pierre Milon, Catherine Pujol e Georgi Lazarevski.
Edição: 
Robin Campillo e Stéphanie Léger.

 

Elenco 

 

François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Cherif Bounaïdja Rachedi, Juliette Demaille, Dalla Doucoure, Arthur Fogel e Damien Gomes.

 

 

Premiações 

Festival de Cannes - Palma de Ouro.

 

 O FILME CONTA O DRAMA DE UM PROFESSOR DE UMA ESCOLA DA PERIFERIA DE PARIS QUE TENTAR DAR AULAR E AJUDAR SEUS ALUNOS QUE PARECEM NÃO QUERER SE IMPORTAR COM O APRENDIZADO.   MOSTRA TAMBÉM OS CONFLITOS DIARIAS EM SE TRABALHAR EM UMA ESCOLA COM DIVERSAR CULTURAS E COMO FUNCIONA OS CONSELHOS DE CLASSE. UM EXCELENTE FILME, QUE TRAZ A REFLEXÃO PARA QUEM QUER SER UM PROFESSOR.

FONTE:<http://www.portaldecinema.com.br/Filmes/entre_os_muros_da_escola.htm>ACESSO EM 26 DE ABRIL 2012

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Enviado pela Aluna: Cristiane Rocha Dos Santos 
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Postado pelas alunas: Natanny Tuanny Piazza e Marcia Regina Hay Mussi de Andrade



Tags: filme